Produtividade e respiração: tudo a ver

Produtividade e respiração: tudo a ver

A irrigação nasal é uma prática de higiene pessoal também conhecida como ducha nasal ou limpeza. Consiste em lavar a cavidade nasal para eliminar o muco em excesso e partículas que se acumulam no nariz.

Alguns testes clínicos (Papsin e McTavish, 2003) demonstraram que essa prática é segura e que traz benefícios, com poucos riscos colaterais significativos.

A irrigação nasal em um aspecto geral pode também ser referida aos sprays de solução salina que deixam as membranas de muco mais úmidas. Um que eu usei certa vez e odiei é o Primeira Proteção da Vick.

A propaganda do Primeira Proteção parecia trazer um produto revolucionário. Pois eu sempre sentia quando o resfriado estava chegando… e não existe nada que traga mais agonia do que saber que vamos ficar doentes, e não poder fazer nada a respeito.

O Primeira Proteção prometia capturar e eliminar os vírus quando estamos nessa primeira fase. Fui correndo até a farmácia, achei o produto caro, foi uma experiência horrível (arde pra caramba, e o produto tem um gosto de Pinho Sol – não que eu tenha bebido Pinho Sol, ok…).

E, o pior: não funcionou.

Acho que a premissa do produto não é boa. Ao invés de querer algo de última hora, quando o organismo já está ficando debilitado, é muito melhor manter nossa imunidade forte com tudo em ordem.

Por isso a limpeza nasal é boa, com uma solução salina que promove uma boa saúde nasal. É dito lá na Wikipedia que pacientes com sinusite crônica e sintomas de dores na face, dor de cabeça, halitose (mau hálito), tosses e congestão nasal frequentemente encontram um bom alívio na irrigação nasal.

Como fazer a limpeza nasal?
A forma mais simples, que meu pai e minha tia utilizam é fazer uma conchinha com as mãos e, durante o banho, dar uma fungada na água.

Eu tentei, e também achei péssimo. Deu aquela sensação de quando você engole água na piscina, sabe? A única vantagem desse sistema é que você já está no banho, e por isso é um hábito simples de implementar.

Os produtos de limpeza podem ser flexíveis ou duros. Por exemplo, vi muitos nuti pots de cerâmica, mas eu acho os de plástico flexível mais adequados. Explico:

Existem duas principais formas de uso desses produtos. Uma consiste em você tombar a cabeça num ângulo de 45 graus, para que a força da gravidade faça com que a água entre por uma narina e saia por outra.

Em outros casos, você também tomba um pouco a cabeça, porém para evitar que a água acabe molhando seu corpo. Só que o fluxo de água acontece pela pressão, quando você aperta o frasco.

Quanto ao buraco de saída, a grande maioria parece fazer o sistema em que a água entra por uma narina e sai por outra. Acho que é bom alternar com a outra técnica, mais radical, em que você deixa a água entrar por uma narina… e mantém a outra tapada. Assim, a água sai pela boca. Cuidado para não engasgar – cuspa a água assim que possível.

E como fazer pra água não arder?
Essa é a parte mais chata do processo. Ficar com aquele incômodo de quase-afogamento. Isso acontece principalmente quando há um choque de salinidade e temperatura.

Aqueça a água para que fique em harmonia com sua temperatura. Cuidado para não exagerar! Melhor que a água fique mais fria do que quente. Você vai acertando aos poucos.

Quanto à salinidade, se você for muito noiado, procure um sal especializado que se vende em farmácias grandes. O sal deve ser puro e sem iodo, pois dizem que o iodo pode fazer mal no longo prazo. Parece que em lojas de produtos kosher também é vendido um sal que não possui iodo.

Aparentemente, o sal de cozinha padrão que é vendido no supermercado também tem um outro produto químico que é para evitar do sal formar pedrinhas em ambientes úmidos. Se possível, melhor também ficar longe desses produtos – vai saber o que eles podem causar no longo prazo…